Superfície supérflua, descartável, que a nada encobre, porém a tudo esconde.
Guarda a sete chaves os seus segredos
Para assegurar que estes estejam sempre em oculto.
Sua melhor arma é o céu estrelado
Que ao brilhar rouba a atenção que outrora estava nas janelas.
Estas, por sua vez, a todo tempo pretendem revelar o que está recôndito.
Janelas malditas! Tornam o céu e suas estrelas banais, fúteis.
Janelas que ao serem limpas embaçam e mancham as estrelas,
Escurecem o céu, torna-o sombrio, triste,
E abrem,
Mesmo que por um breve momento,
Uma brecha para que vejam o que tentamos implacavelmente esconder.
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